O plano chinês para acelerar a modernização agrícola e rural durante o 15.º Plano Quinquenal (2026–2030) poderá criar novas oportunidades comerciais para o sector agro-alimentar brasileiro. O documento reforça a segurança alimentar, a modernização da agricultura e a melhoria da qualidade e da eficiência da produção, prevendo igualmente a diversificação das importações de produtos agrícolas.
Neste contexto, o Brasil poderá alargar a sua presença no mercado chinês para além dos produtos de base tradicionais. A soja, o milho e as carnes deverão continuar entre as principais exportações brasileiras, enquanto a evolução dos padrões de consumo na China poderá favorecer a procura de proteínas de maior qualidade, alimentos transformados, cafés especiais, frutas e outros produtos diferenciados.
O plano prevê igualmente o reforço da inovação tecnológica, da produtividade e do desenvolvimento sustentável da agricultura. Estas orientações procuram aumentar a capacidade de produção interna e criar um sistema diversificado de abastecimento alimentar.
Para os exportadores brasileiros, o aproveitamento destas oportunidades dependerá da capacidade de acompanhar as exigências do mercado chinês, melhorar a qualidade dos produtos e aumentar o respectivo valor acrescentado. O Brasil mantém-se como um importante fornecedor, com capacidade para assegurar volume, regularidade no abastecimento e diversidade de produtos agrícolas.
(Fonte: Agência Brasil China, a 5 de Agosto)


