A Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA) defendeu recentemente que a cooperação económica e comercial com a China deixe de assentar exclusivamente na exportação de matérias-primas e avance para a industrialização conjunta e a partilha de tecnologia.
Amâncio Gume, Vice-Presidente da CTA, apresentou a proposta num encontro com uma delegação do Instituto de Promoção do Comércio e do Investimento (IPIM) da Região Administrativa Especial de Macau. Gume defendeu a produção local, o desenvolvimento de cadeias de valor, o reforço da indústria nacional e a qualificação profissional, apontando oportunidades no agro-processamento, nas energias renováveis, na logística e na transformação digital.
A CTA está a acelerar o Programa Nacional de Certificação Empresarial (PRONACER), destinado a preparar as pequenas e médias empresas moçambicanas para integrarem as cadeias de abastecimento de grandes projectos. Amâncio Gume solicitou ainda apoio técnico ao IPIM para elevar os padrões de qualidade dos fornecedores locais e aumentar a sua participação nos investimentos chineses.
O representante do IPIM, Sam Lei, destacou a política chinesa de isenção de direitos aduaneiros e convidou os empresários moçambicanos a participar nas feiras de Macau previstas para Outubro, vocacionadas para a cooperação entre a China e os países de língua portuguesa.
(Fonte: Integrity, a 23 de Julho)


