Segundo a Companhia Nacional de Abastecimento do Brasil (Conab), a produção brasileira de café deverá alcançar 67,6 milhões de sacas de 60 quilos em 2026, o que constituiria o maior volume da sua série histórica e um aumento de 19,6% face a 2025. A previsão surge num momento de crescimento das exportações para a China e de novas iniciativas comerciais entre os dois países.
De acordo com o Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), a China importou 1,123 milhões de sacas de café brasileiro em 2025, mais 19,5% do que no ano anterior. Com este resultado, entrou pela primeira vez no grupo dos dez principais destinos das exportações brasileiras de café.
Em Abril, uma missão comercial de 19 empresários brasileiros a Qingdao e Xangai concluiu negócios no valor de 1,34 milhões de dólares norte-americanos. Foram também identificadas oportunidades estimadas em 108,55 milhões de dólares para os 12 meses seguintes, montante que ainda não corresponde a vendas realizadas.
No segmento dos cafés especiais, a cooperativa brasileira Expocacer iniciou uma parceria com a empresa chinesa Donna Jannie para comercializar na China pequenos lotes produzidos por mulheres participantes no programa Elas no Café. O primeiro carregamento partiu para Xangai em Junho. Em Setembro, a Luckin Coffee e a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) participaram num espaço dedicado à cooperação Brasil-China na Feira Internacional de Investimento e Comércio da China, onde foram apresentadas iniciativas ligadas à cadeia produtiva do café.
(Fonte: Agência Brasil China, a 29 de Setembro)


