Desde 1.º de Maio deste ano, a China alargou a política de tarifa zero a todos os 53 países africanos que mantêm relações diplomáticas com o país. Para os países africanos de língua portuguesa, esta medida abre novas possibilidades.
Na Guiné-Bissau, os produtos como castanha de caju, pescado, e sésamo podem beneficiar do tratamento tarifário favorável. Segundo Lassana Fati, director-geral do Comércio Externo do Ministério do Comércio e Indústria da Guiné-Bissau, a agricultura constitui um pilar da economia guineense e está ligada aos meios de subsistência de muitas famílias. Neste contexto, o alargamento do acesso ao mercado chinês é visto como uma oportunidade para aproximar a produção local da procura chinesa, atrair investimentos, aumentar a competitividade e apoiar a redução da pobreza.
Lassana afirmou que a política de tarifa zero da China representa uma medida prática de apoio económico, capaz de ajudar o país a transformar a sua riqueza de recursos em vantagens de desenvolvimento. Segundo ele, a Guiné-Bissau está disponível para aprofundar a cooperação económica e comercial com a China e partilhar oportunidades de desenvolvimento.
Recentemente, durante um encontro entre a embaixadora da China em Moçambique, Zheng Xuan, e o ministro da Agricultura, Ambiente e Pescas de Moçambique, Roberto Mito Albino, o governante moçambicano Elogiou as relações entre Moçambique e a China, bem como os resultados da cooperação agrícola entre os dois países. Albino agradeceu ainda o apoio de longo prazo da China ao desenvolvimento agrícola de Moçambique e manifestou a disponibilidade para reforçar o diálogo sobre políticas e a cooperação prática, com vista a promover a entrada de mais produtos moçambicanos de alta qualidade no mercado chinês.
(Fonte: XINHUA Português, a 24 de Junho)


